Olá pessoal,
Neste mês veio uma promoção que eu estava bem animada para lançar aqui no blog: um só com Fantasia & Aventura como tema. Venham participar e conferir os títulos sendo sorteados!




REGRAS:


- Todas as opções obrigatórias (por kit) são necessárias para ter a participação efetivada.
- Ter endereço de entrega no Brasil.
- Deixar um e-mail de contato válido.
- Depois da realização do sorteio (e verificação dos entries dos ganhadores), um e-mail será enviado para os vencedores de cada kit por e-mail.Cada um terá 48 horas para responder ao e-mail, e caso não responda neste prazo, outra pessoa será sorteada para receber o kit.
- Iremos verificar as informações e entries dos vencedores, portanto honestidade é essencial.
- CADA BLOG do sorteio é responsável pelo ENVIO de UM dos prêmios. O envio deve ser feito no prazo de até 60 dias depois de cada um receber o endereço dos vencedores.
- O colar de GoT vai ser enviado pela loja Geeka Store.
- Não nos responsabilizamos por extravios nos Correios ou danificações ocorridas durante o envio (depois do pacote ter sido enviado nos Correios); o mesmo para erro de endereço por parte do ganhador, neste caso o reenvio será a critério do blog responsável.
- É possível que não haja sincronia com a data de chegada dos livros, pois cada envio é de responsabilidade de um blog diferente.
- A promoção está ativa até dia 28/11.


a Rafflecopter giveaway


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Boa sorte para todos!


Olá!
Essa postagem estava programada para sair na Semana da Independência, do 7 de setembro, mas como não pude finaliza-la até lá, decidi estender o especial até o final do mês, com essa postagem completando-o. Gostaria de poder ter feito mais, só que dessa vez não consegui, infelizmente. De qualquer forma, é um incentivo ou apoio ao nosso conteúdo nacional, então acho válido postá-lo ainda assim.

Nesta postagem você vai conferir a minha Wishlist de livros nacionais especialmente para os gêneros especulativos Fantasia & Sci-Fi! Recebendo essa postagem exclusiva por serem meus favoritos, como mencionado na outra postagem de Wishlist (confira aqui), que ficou só para livros que não eram de um destes dois gêneros, já que não ia caber tudo num post só sem se prolongar desnecessariamente. Dividi-o e agora compartilho com vocês. Espero que gostem!
Descubra como e porquê cada livro aqui entrou para minha lista de livros desejados e arranje você também, talvez, algumas indicações legais que, além de ajudarem nosso mercado editorial a crescer, podem te proporcionar uma boa leitura. Não deixem de comentar no final quais vocês curtiram mais e se gostaram do post!

Dois deles me deparei na própria livraria: "Ouro, Fogo & Megabytes", da série Legado Folclórico - que automaticamente me interessou pela premissa envolvendo a mitologia tipicamente brasileira, infanto-juvenil, aparentemente na linha aventureira semelhante à Percy Jackson & Os Olimpianos - e "Ahmnat", história sobrenatural situada no Egito Antigo, com um ar misterioso e promissor. Anotei ambas para a wishlist. O outro, "O Príncipe Gato", que é na verdade uma série, visto que tive meu primeiro contato através do segundo livro numa publicação no Facebook, o que me levou a procurar o primeiro. Me lembrou logo O Gato de Botas, supondo que haja alguma inspiração na lenda e também nos contos de fada clássicos, em que ocasionalmente vemos o protagonista ou personagem secundário se transformando em animal, mas mantendo sua consciência humana.



Os únicos de Sci-fi brasileiros que me interessei até então e já não tenho - os outros que já chamaram minha atenção foram "Redenção" e "Amazônia: O Arquivo das Almas", ambos de autores parceiros do blog e que receberão futuramente resenhas aqui - se encaixam na categoria distopia ("A Ilha dos Dissidentes"), realidade paralela ("A Segunda Pátria") e futuro pós-apocalíptico ("A Cidade Banida").  A "Ilha dos Dissidentes" inicialmente nem achava que era nacional, pois confundia-o com outra série de livros pela semelhança com a capa (a série "O Teste"), mas só depois que fui olhar a orelha do livro que soube que a escritora era brasileira. Isso, combinada com as recomendações que já tinha visto sobre o livro, me incentivaram a adicioná-lo na minha wishlist. Pelo que sei, é uma distopia Young-Adult, mesmo gênero que, por exemplo, as sagas Jogos Vorazes, Divergente, etc, numa sociedade dividida entre pessoas comuns e sobre-humanos e, apesar de que o setting dele não ser dentro de um Brasil futurístico, o que me decepcionou um pouco, ainda quero muito conhecer.  "Cidade Banida" é de um autor que, recentemente publicado pela Planeta, já tinha um nome que soava familiar para mim pelo livro "A Garota de Cicatrizes de Fogo" (pela Novo Século), já cogitado para a minha wishlist muito tempo atrás, mas que não perdurou. Já essa nova publicação conseguiu marcar seu lugar na minha lista de desejados, desde o modo de publicação (tradicional) até pela sinopse e comentários vistos em outros blogs e vlogs que acompanho. Não sei muito sobre além de que acompanha, num cenário pós-apocalíptico, a insurreição de uma menina exilada da sua sociedade de origem, mas já estou curiosa para saber mais. E quanto a, "A Segunda Pátria", o que mais ponho expectativas, dos três citados, trata-se de uma distopia em uma realidade paralela, onde a Alemanha Nazista venceu a Segunda Guerra e tomou o Brasil. Só isso foi o suficiente para me pegar em cheio, mas, para completar ainda mais a ansiedade, li um trecho disponibilizado na revista Superinteressante, retratando um dos personagens, provavelmente o protagonista, relutante a participar da caça aos negros que haviam fugido de campos de trabalho forçado, já que, nessa realidade, os nazistas retomaram a escravidão. O que seria de nós então, um dos países mais negros e pardos do mundo? 


"Sete Monstros Brasileiros" veio até minha wishlist através de nenhum veículo em especial, como livrarias ou sites relacionados a leitura, apenas acabei vendo a capa em uma pesquisa no Google, e por curiosidade adicionei-o a wishlist. E quando estiver em minhas mãos, verei se as antigas lendas brasileiras que tanto amo podem voltar para mim como assombrações, a me dar calafrios. Agora falando de Steampunk, um gênero que tanto quero conhecer a fundo - tenho uma wishlist só para ele, temos o "Lição de Anatomia do Temível dr.Louison", do vencedor do concurso de 2014 do Prêmio da Revista Bang e de excêntrico e criativo título, o que, pelo menos para mim, confere ainda mais curiosidade na descoberta da história. Já sigo o Brasiliana Steampunk, página do autor dedicada ao gênero e aos seus livros, e já vi fanarts, publicações e contos (sem me aprofundar muito neles, para não pegar spoilers) para me empolgar com o livro, que traz muitos personagens clássicos da literatura brasileira numa espécie de Liga Extraordinária em plena Brasília retrofuturista, na busca para deter o misterioso vilão dr. Louison. Já a "A Arma Escarlate" é um dos livros mais comentados quando se fala de fantasia nacional infanto-juvenil. A autora traz o universo e sistema mágico da série Harry Potter - que a própria J.K Rowling autorizou outros autores a explorarem, desde que não utilizassem dos personagens da série original - para o cenário brasileiro, para o Rio de Janeiro inicialmente e depois para Brasil afora. O protagonista é um menino que vive em uma favela perigosa da cidade e acaba por descobrir poderes extra, jurando vingança àquele que matou sua mãe anos antes.


"O Sonho de Eva" se encaixa, aparentemente, na premissa de uma fantasia onírica, onde a protagonista transporta-se entre sonhos e, se não me engano, tem alguns toques de suspense. Foi um livro que me guinchou mais pelo título e pela capa, mas que me ponho boas expectativas. Tratando agora de continuações, temos "O Livro da Traição" (da série Deuses de Dois Mundos) e "Anjos da Morte" (da série Filhos do Éden), ambos segundos livros de suas respectivas trilogias. Depois de ter experiências agradáveis com cada um deles, mas que trouxeram uma sensação de que as tramas poderiam ter sido mais aprofundadas, encontro-me num ponto de ansiedade sobre eles obtuso. O que esperar? No caso de Filhos do Éden, por exemplo, abateu-me uma comparação com o primeiro livro do autor, A Batalha do Apocalipse, que preferi amplamente se comparação ao primeiro da nova saga. No entanto, um ponto a ser considerado: enquanto o BdA é um stand-alone, ou seja, que precisava então compilar sua consistência e mitologia em um só livro, O Filhos do Éden pôde, em condição de série, dividir-se e concentrar-se em aspectos únicos para cada livro, embora eu ainda espero que minhas impressões sobre o primeiro livro se renovem e desenvolvam nesse segundo. "O Livro da Traição" faz parte da trilogia inusitada de PJ Pereira, baseada na cultura iorubá, a que, no Brasil, é a que acolhe os orixás como deuses. Sendo brasileira e ainda mais, baiana, me envergonho ainda não ter conhecer o suficiente essa faceta da nossa cultura e esse livro tem sido para mim e para muitos outros uma boa oportunidade de imergir nela.  Desde que me apaixonei pelo incrível Book Trailer do primeiro livro (confira aqui), estive animada para completar a trilogia, que, aliás, foi recentemente finalizada com "O Livro da Morte", só me decepcionando um pouco com a narrativa, que também espero que no segundo livro tenha se renovado.

E sabe algo de bacana desses dois últimos escritores citados? Ambos escolheram trabalhar com mitologias de vertentes religiosas fortes de nosso país (a da cristã e a do candomblé) e, no entanto, estão constantemente compartilhando mensagens sobre tolerância religiosa. Porque você não precisa acreditar como verdades absolutas. Aliás, você nem precisa acreditar em nenhuma. Você só precisa estar de braços aberto para conhecer mais, explorar mais, ver tudo que esse gênero pode oferecer, e no caminho, talvez, trabalhar na sua empatia. Porque, ao final, essa é uma das, senão a mais importante, função da literatura.





Olá!
Começamos a Semana da Independência com a estreia da coluna "Espaço do Nacional" (confira) e agora continuo esse especial dessa vez com os livros nacionais que estão mais regularmente na minha wishlist principal, mas que até agora não comprei. Espero comprar em sebo, em promoção, compro normalmente? Não sei, vou ver no que dá. Mas definitivamente os lerei.

Aí você se pergunta: onde estão os livros de Fantasia (meu gênero preferido) e Sci-Fi, hein, Manu? De tão especiais para mim, eles receberam uma postagem própria com a wishlist que tenho deles, que só será postada daqui a alguns dias.
Então não deixe de acompanhar o blog para descobrir

Nessa postagem também irei me ater aos livros de literatura, portanto livros técnicos não estarão incluídos.

*Wishlist = lista de desejos.
Veja quais livros de literatura - de não-fantasia ou sci-fi - estão na minha wishlist principal e se inspire também a talvez colocá-los na sua! Dê essa chance.

Esses três chegaram na minha wishlist através de recomendações: "O Continente", pelo canal da Tati Feltrin, o "Viagem Sentimental ao Japão" pelo canal da Mel Ferraz Literature-se e o "Viva o Povo Brasileiro" através de uma conhecida que falou super bem sobre e me interessei a partir da premissa (uma história alternando entre o passado imperial do Brasil e os tempos atuais, discutindo questões sociais como a busca excessiva por "sangue nobre" e status, que marca nosso país amplamente). O do Tempo e O Vento já me recordava pela minissérie produzida pela Globo algum tempo atrás - que não me conquista em muitas das produções, mas, generalizando, faz boas minisséries - e o João Ubaldo Ribeiro já estava aqui na minha pilha de livros para ser lidos, com o livro de crônicas "O Rei da Noite". E essa capa do livro da Paula Bajer Fernandes é impossível de ignorar, não? Hipnotizante. E tem um título curioso.


O primeiro destes que me guinchou foi o "A Bailarina Fantasma", com a capa - a anterior, não a da foto - incrivelmente linda e a premissa, com um visual bem misterioso e fantasmagórico. Mas suponho que tenham mudado exatamente por isso, por não passar a ideia do gênero que realmente pertence, o infanto-juvenil. Ainda assim, quero bastante lê-lo. O outro é da Babi A. Sette, o romance histórico "A Promessa da Rosa", com essa capa também espetacular confeccionada pela capista Marina Ávila (confira aqui a entrevista com ela) . Já tinha visto esta autora com outro livro, o "Entre o Amor e o Silêncio", mas não havia me interessado na época. Já o "Simplesmente Ana" esteve aleatoriamente colocado no meu Carrinho do Submarino, no Black Friday de 2014, num daqueles momentos de se escolher um livro desconhecido só pela sorte, pela possibilidade de gostar, mas até a hora do pagamento já estava esgotado. Desde então, vi muita gente comentando sobre a Marina Carvalho e queria conhecer essa série dela. A premissa lembra bastante os livros de Meg Cabot, da série O Diário da Princesa, mas como nunca li, apenas vi os filmes, não posso fazer uma comparação precisa.


Agora vamos falar sobre crimes... O primeiro, "Chico Mendes: Crime e Castigo" foi uma recomendação que vi no canal Ler Antes de Morrer, num vídeo sobre livros-reportagem. Esse especificamente é sobre as investigações feitas sobre o assassinato do líder ambientalista que dá título ao livro, Chico Mendes, na década de oitenta. Não escolhi-o exatamente pelo tema, que não conheço bastante sobre, mas por ter sido altamente recomendado e por querer conhecer mais livros desse gênero, livro-reportagem, ainda se situando no Brasil, melhor ainda. "Dias Perfeitos" é um romance policial escrito pelo autor Raphael Montes, publicado relativamente recentemente, e que também tem me chamado atenção nas redes sociais, tanto pelos comentários sobre o autor quanto seus novos lançamentos. E por fim essa série de livros sobre Serial Killers no Brasil da Ilana Casoy e relançados pela editora Dark Side.


Milton Hatoum que desde que soube suas obras, se situando no Norte brasileiro, beirando o rio Amazonas e repletos de traços culturais da região, já fiquei com uma vontade imensa de ler. Na única vez que visitei o Norte, mais especificamente Belém, no estado do Pará, me apaixonei pela cultura e o clima, da natureza se entrelaçando com a paisagem urbana, bem parecido com aqui em Salvador, mas com um clima completamente diferente e igualmente belo. Quanto à "Vidas Secas" e "Grande Sertão Veredas", já os tenho na minha wishlist há certo tempo, mas ainda não comprei. Pretendo, muito em breve! Dois autores consagrados na nossa literatura, que retrataram meu querido Nordeste em suas obras, só preciso ler para descobrir se vou gostar.





Olá!
Estamos enfim estreiando, bem no dia na Independência, a anteriormente comentada coluna "Espaço do Nacional" , um lugar no blog dedicado para os autores que precisam de um mãozinha na divulgação dos seus livros. O espaço é aberto para qualquer autor, de qualquer gênero, portanto qualquer um pode de inscrever. O início da postagem é sempre reservado para autores parceiros do blog, para quando eles se inscrevem.

Obs: queria te postado isso sábado (05/09), para ajudar na divulgação do autor JM Beraldo, que estava na Bienal do Rio na sexta e no sábado, mas não pude por consequência de um compromisso que me impediu de elaborar a postagem a tempo. Ainda assim você, se estiver indo para a Bienal do Rio nos próximos dias, ainda pode encontrar exemplares à venda de "Império de Diamante" (mais sobre abaixo). Adicionei também algumas curiosidades à divulgação dele, para vocês darem uma olhadinha.

Veja a postagem de Regulamento aqui e em breve a postagem de Apresentação.

"O amor na literatura do século XXI

Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
- Camões

Na história da literatura, da música e da arte em geral, o amor sempre ocupou lugar de destaque. Estamos habituados a nos deparar com um casal principal que desenrola os acontecimentos da trama, seja em filmes, novelas ou livros. É até difícil encontrar uma história que não contenha pelo menos uma nuance de conflitos amorosos. Mas será que o amor ainda está tão na moda assim?
Quero compartilhar algo que aconteceu na Bienal de São Paulo do ano passado: eu estava autografando meu POP STAR quando chegou uma garota dizendo que procurava um livro sem nem um pingo de romance.
- Eu quero algum que seja bem dark - ela disse.
Fiquei meio sem graça porque meu livro era tudo, menos dark; então pedi que ela fosse falar com o Ismael, que era responsável pelo meu estande.
Mas aquilo ficou na minha cabeça. Talvez eu também estivesse um pouco cheio de escrever sobre amor. Decidi então criar algo mais hipster e, por que não, dark. Eu realmente gosto dessa pegada moderna de Lorde, Lana e afins. Então, meu novo livro, cujo nome ainda não posso apresentar, tem quase nada de amor. Alguns colegas escritores que já leram disseram que amadureci, outros que ando meio triste. Eu não sei por que mudei tanto o foco.
Quem sabe foi aquela menina.
Enfim, podem esperar de mim um livro realista e hipster para o ano que vem. Espero não decepcioná-los com a minha nova literatura."
Texto pelo autor David Medeiros.
Veja a resenha do livro dele, "Pop Star", aqui no blog.
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Há dois mil anos o deus-­vivo governa o continente de Myambe com mãos de ferro. Ou pelo menos é isso que dizem seus sacerdotes. No rastro de suas conquistas, o Império de Diamante edita a história e exclui tudo aquilo que vá contra a crença na imortalidade de seu imperador.
Então, um dia, um mercenário assustado atingiu o deus-­vivo com uma lança, e tudo mudou.
Império de Diamante é uma fantasia épica inspirada em culturas africanas que será lançada pela Editora Draco durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, com presença do autor nos dias 5 e 6 de Setembro no Pavilhão Verde, estande O10A.
Texto por: JM Beraldo.

Curiosidades adicionais:
- Além de autor, ele também é game designer; como os MMO Taikodom (2007-11), os jogos sociais Pet Mania (2011), World Mysteries (2011-12) e Flying Kingdoms (2012), o RTS Shadow Heroes: Vengeance in Flames (2013) e os puzzles Marble Drop (2014) e Shiftlings (2014)Confira alguns posts sobre as criações dele no blog do autor: http://www.jmberaldo.com/
- Você pode comprar o livro dele pela loja virtual da Draco (clique aqui).
- Na fanpage do livro (clique aqui) você pode encontrar muitas curiosidades sobre a série e mitologias africanas.
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"Olá, tudo bem? Apresente-se para quem ainda não lhe conhece:
 Bom dia, meu nome é Júlio Anthoni e sou sargento do exército e professor dos soldados iniciados. Apesar da pouca idade, faço meu trabalho e exerço minha função com devoção. Mas isso não me impede de ser um rebelde e buscar melhorias para meu país.

Então Sargento Anthoni, me conte mais como inicia a história do livro?
 A história toda começa quando uma nova garota, Liss Deboch, contra todas as possibilidades, acaba sendo mandada para o quartel. Na verdade não contra todas as possibilidades realmente, mas acontece que ela sempre foi uma menina frágil, delicada e bonita. Apesar da personalidade forte e da determinação, nunca teria os atributos físicos e as qualidades necessárias dos que vivem lá.
Bom, eu acompanhei-a até o exército, e assisti sua adaptação. Confesso no início que ela era um desastre, não conseguia igualar-se aos demais, nem realizar as atividades físicas propostas. Mas com o tempo, com sua força de vontade e seu empenho, conseguiu vencer os obstáculos, se igualar aos demais colegas, e após um tempo até superá-los.


E sua relação com ela, como era? Somente aluna e professor?
Na verdade não. Sempre a vi como alguém especial. Desde o início. Não posso dar muitos detalhes disso para quem ainda não leu, mas garanto que ela sempre foi mais do que uma aluna para mim.

Você esta falando no sentido amoroso?
Não. Realmente não. E como disse não posso mais falar sobre isso, sem estragar o mistério da história. Mas garanto que não foi isso.
Entretanto, conforme eu fui tornando-se seu amigo, convivendo mais com ela, percebi meu afeto aumentando também. Eu não conseguia parar de pensar na garota que havia chegado ao quartel, imatura e insegura, e na mulher guerreira que ela estava se tornando.
E infelizmente conforme isso aumentava, tornava-se um problema.

Por quê? Vocês não poderiam ficar juntos pela relação de aluno/ professor?
Também não era isso. Logo ela se formou, e isso não era mais um problema.
Na verdade o empecilho mesmo era por dois outros fatores. O primeiro é que meu irmão mais novo, e melhor amigo de Liss, estava apaixonado por ela. E segundo porque eu nunca gostei de demonstrar meus sentimentos. Sempre tentei ser frio e calculista. Manter-me indiferente a tudo.
Acho que no início Liss até me achava um autoritário, arrogante. Não demonstrava a ela o que sentia. Muito pelo contrário, tentava ser mais rude ainda, para acostumá-la com o que enfrentaria.

Certo. Mas o que eu não entendi ainda é por que o título do livro é “A Missão”.
Acho que não contei ainda, que eu era líder de um grupo revolucionário que pretendia tirar do poder o governo corrupto e negligente que tínhamos, e implantar uma nova forma de governar. Mais justa e igualitária. Esse nosso plano, chamava-se “A Missão”.
No decorrer da história, Liss acaba entrando para esse grupo também e torna-se parte indispensável dele, principalmente quando vira uma espécie de “espiã” dentro do Palácio do Governo.

Para encerrar, qual o diferencial que “A Missão” tem, e por que devemos lê-la?
É uma história que lhe envolve do início ao fim. Juntamente com a narrativa de Liss, que lhe faz se emocionar e sentir o mesmo que ela sente, desde a dificuldade em se adaptar até as torturas físicas que ela sofre, vocês possuem partes do meu Diário pessoal, onde narro de outra maneira aqueles fatos que aconteceram.
Assim conseguem perceber que não sou o homem que aparento. Que por trás da fachada de durão, existe um coração, e que eu sofro e luto com meus sentimentos diariamente.

Enfim é uma história de aventura, ação, superação e rebeldia. Para quem quiser conhecê-la e descobrir se a tão esperada Missão conseguirá ser cumprida com êxito, a obra está disponível na plataforma Wattpad, no seguinte link: https://www.wattpad.com/story/37312054-a-missão . E o segundo livro já esta, inclusive, sendo escrito.

Agradeço a atenção de todos e lhes espero em Tazur, a nação que pretendo tornar mais igualitária e justa. "
Texto por: Stefani Pinheiro Paulo
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 ---Este vídeo feito e enviado por: Deh Pime

Então, o que acharam? Algum te chamou a atenção em especial? Comentem suas opiniões!


Olá!
O dia da Independência do Brasil está chegando (7 de setembro), e para ela estou preparando vários postagens bacanas, entre elas o dado ínicio desse projeto que venho planejado há algum tempo: o Espaço do Nacional. Era para eu ter postado a apresentação dele antes, mas como decidi adicionar mais algumas coisas a ela, deixarei para depois, principalmente por outro motivo principal: para comemorar o 7 de setembro, gostaria de publicar a primeira postagem da coluna com os autores já nele. Obs: por favor, para a primeira postagem sair já na semana da independência, mandem os materiais de divulgação até dia 05/09, às 20:00 no máximo.
Além disso, já envolvendo o projeto e a semana dedicada à produção cultural nacional, muitas postagens com essa temática estão sendo desenvolvidos e em breve serão postadas. Não deixe de acompanhar o blog - você pode conferir os avisos de atualizações por nossas redes sociais, como o Instagram e a página no Facebook.


Como irá funcionar - guia para os autores inscritos:
  • Haverá uma postagem dessa coluna por mês, no mínimo, mas a ideia é que seja quinzenal (poderá expandir-se para semanalmente), dando chance a todos os inscritos a participarem, por ordem de inscrição, com exceção dos parceiros do blog, que receberão preferência e lugar de destaque nas postagens. Não se pode participar consecutivamente; é necessário aguardar duas publicações antes de se inscrever novamente. Exemplo, se você se inscreveu para o dia 15 de janeiro, você só poderá se inscrever novamente para 15 de fevereiro.
  • O autor que se inscrever deve produzir, de preferência, algum conteúdo interessante, que fuja das divulgações habituais; dê aos leitores do blog a oportunidade de conhecer curiosidades sobre você e sua obra! Exemplo: um post sobre suas inspirações para escrever o livro, uma mini entrevista com um dos seus personagens, notícias de eventos, lançamentos. Faça algo criativo!
  • Haverão entre 3 a 5 autores por postagem, portanto não crie textos muitos longos, tente ser conciso. Envie também, se quiser, uma foto (não precisa ser sua) para acompanhar a temática - não vale imagens das quais você não possua direitos autorais sobre ou não seja free
  • Importante: o envio só é válido para autores que; já tenha sua obra publicada, por uma editora ou por publicação independente (incluindo Amazon/Saraiva digital), ou esteja com ela COMPLETA postando-a em plataformas como Wattpad (aos poucos ou total).
  • Quando não houverem inscrições o suficiente que se encaixem nesses requisitos, eu preencherei com notícias e curiosidades de minha escolha.
Envie seu material para o e-mail contatomisssorrisos@outlook.com  e aguarde a resposta - com paciência (nem sempre dá para responder logo)!


Olá,
Lembram-se daquela postagem que fiz, comentando sobre as capas alternativas que a Leya preparou para As Crônicas de Gelo e Fogo ? Bom, outra série de livros que gosto bastante também recebeu uma repaginada... E foram os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, as duas séries já publicadas do universo Shadowhunter.

Ambas as capas são trabalhos do designer  Russel Gordon e do ilustrador Cliff Neilsen. No final da postagem há uma resposta da autora para algumas perguntas feitas em seu twitter sobre as novas capas, entre elas as motivações para a mudança - como a nova adaptação, seriado de televisão, vindo aí; os pedidos de leitores que se sintam desconfortáveis com as antigas; o desejo de colocar em foco outros personagens nas capas. Sabe-se que a capa não é o elemento principal de um livro: sua qualidade vem de seu conteúdo. Mas não há como negar que a capa representa sim um aspecto importante no mercado editorial (veja a entrevista que fiz com a capisa Marina Ávila aqui) e também para o leitor. Quem nega que quando vem uma nova edição, revisada, com nova diagramação e uma capa que representa com excelência a essência de um livro que gostamos muito, sentimos vontade de tê-la? Ou quando nos deparamos com um nunca visto antes na livraria, ele pode capturar sua atenção pela modo que se apresenta, através da capa, sinopse e título, os três elementos que funcionam como "cartão de entrada" para um livro.


Sobre as capas de Os Instrumentos Mortais...
Não dá para conter elogios sobre esse novo visual das capas!
Eu já gostava das capas antigas - por elas, aliás, que fui conhecer os livros - mas sempre senti que elas não conseguiam expressar por completo a linha do livro. Não traziam o espírito de aventura, de ação, adrenalina e claro, muita fantasia contida nele. Resumia-se muito no tom "romance sobrenatural" e quem leu sabe: esse não é o foco da história. A história não é sobre Clary e Jace - emboras eles ganham muito destaque, como protagonistas -, é sobre os Shadowhunters e toda a história que os envolve, cheia de humor e encanto promovidos pela autora.  e Essa é uma confusão constante que a capa causava, para quem pegava pelas primeiras impressões, e afastava muitos leitores.

E se você começou o primeiro, e não teve muito ânimo para continuar, digo que persista; o primeiro livro o livro de estreia da autora, e como quase sempre é no início, há falhas que só a experiência vai melhorando. Vemos isso ao longo dos volumes: não só o enredo se desenvolve com esplendor, mas como toda a técnica da autora. Então dê uma chance: é um fantasy young-adult de ótima qualidade, mesmo.

Outro ponto, até mencionado pela autora, era a falta de Alec e Isabelle, dois personagens-chave para a história, nas capas, considerando que personagens como Clary já haviam aparecido mais de uma vez, sem necessidade.
Os design também recebeu um tratamento muito mais atualizado e detalhado: nota-se isso desde dos símbolos dos caçadores no fundo, sutis. Cada capa traz um personagem entre alguns dos principais em enfoque, em posições e ações trazidos do livro, por exemplo, Izzy com sua arma principal, seu chicote e Clary com sua estela.

Uma mudança  mais que necessária, agora que, completados mais de 7 anos de publicação (o primeiro livro foi lançado em 2007). A primeira série foi completa; a segunda, também já publicada, e as outras duas finais, no mesmo universo serão também - The Dark Artificies, pós-eventos desenrolados nos Instrumentos Mortais e The Last Hours, no início do século 20, com os Shadowhunters se estabelecendo nos EUA. Depois veio o filme, que, apesar de contar com um elenco de excelente qualidade, assim como a equipe de efeitos e trilha sonora, não vingou pelo roteiro e direção, muito distantes da obra (não foi uma boa adaptação). Por fim, depois de algum tempo de silêncio sobre o estúdio entorno da situação dos direitos autorais de adaptação, foi-se anunciado que uma nova seria feita, dessa vez por outra equipe, em formato de série de televisão - possibilitando que explorem todos os aspectos da história e do universo Shadowhunter e quem sabe, se aprofundem mais ainda. A previsão é que a primeira temporada, que já está sendo filmada, saía em janeiro/fevereiro de 2016, com o canal ABC Family já confirmado como emissor. Portanto nas capas também haverá um selo, ajudando na divulgação do novo seriado.

Eu indico esse site como fonte para mais informações: o portal Idris Brasil.

Para quem está em dúvida sobre qual é o personagem representado em cada capa, confira a lista:
- Cidade dos Ossos: Jace
- Cidade das Cinzas: Clary
- Cidade de Vidro: Simon
- Cidade dos Anjos Caídos: Isabelle
- Cidade das Almas Perdidas: Alec
- Cidade do Fogo Celestial: Sebastian

*Na imagem das capas antigas, falta a de Cidade do Fogo Celestial.

Quando as novas capas serão publicadas no Brasil?

A editora Record, que publica os livros da série, deu a seguinte resposta na época em que as novas capas foram anunciadas oficialmente nos EUA:
Depois, no Mochilão da Record aqui em Salvador, perguntei-os sobre isso e eles anunciaram que iriam, de fato, publicar as novas capas, mas primeiro iriam esperar que o estoque atual das antigas se esgotasse nas lojas, para não atrapalhar o fluxo de vendas - já que, com novas edições, há sempre um alvoroço para conseguir as novas versões em detrimentos às antigas.


Sobre as capas de As Peças Infernais...
Essas são um caso especial: achei-as igualmente bonitas. Porque, vamos combinar: as capas das Peças Infernais sempre tiveram uma estética melhor que a de Instrumentos Mortais, até pelo ponto, como comentado pela Cassandra, de terem sido publicados depois, portanto receberam já técnicas mais avançadas de design na sua composição.

A caracterização dos personagens também, embora que haja diferença no modo que são representados; a nova ilustração de Will conseguiu, para mim, expressar melhor sua essência - um anti-herói e guerreiro corajoso, mas hesitante - , quando a primeira era fiel à sua descrição, mas não trazia à tona imediatamente a memória ao personagem. Já a de Jem, encontra-se em equidade com a anterior; embora eu goste mais da imagem da estética do visual antigo, a nova traz mais da personalidade dele, debruçado sobre seu violino, emocionando-se com a música, numa expressão melancólica. A de Princesa Mecânica, o livro final, com Tessa ilustrando a capa, foi a que teve para mim a única perda; mesmo que a nova aparência da capa seja lindíssima, o jeito que a protagonista foi representada, com o rosto voltado para baixo, a mão tocando o ombro, não é tão intensa quanto a anterior, se torna mais generalizada. A capa antiga trazia uma Tessa confiante de sua força, agora totalmente revelada no terceiro livro, com o queixo voltado para cima, com um livro em seus braços (seu hobby favorito e, simbolicamente, representando sua fonte de conhecimento e personalidade racional), observando o espectador. Uma característica que Cassandra denota nos livros dela, a força de suas protagonistas femininas no meio que atuam.

A ordem de personagens na capa é a mesma que a dos livros anteriores:
- Anjo Mecânico: Will
- Príncipe Mecânico: Jem
- Princesa Mecânica: Tessa

Quando as novas capas serão publicadas no Brasil?

Não se tem previsão, mas será possivelmente na mesma época ou um pouco depois da publicação das novas capas dos

Resposta da autora sobre a mudança dos livros:
"Por que você está mudando as capas de TID e TMI? — laylakae

Essa decisão não foi minha, pelo menos não apenas minha. E aqui vão alguns motivos por trás disso:

1) Capas, como tudo na vida, está sujeita a mudanças de gostos. As capas de CoB e CoA foram criadas há dez anos atrás. O corte de cabeça parecem antigos agora e até mesmo a edição de fotografia também está mais avançada.

2) Nós queríamos capas mais "neutras de gênero". Sempre tive muitas reclamações leitores do sexo masculino que diziam que eles não poderiam levar as capas de CoB e CoLS por aí. E sim, podemos discorrer sobre como isso é bobagem, e toda essa ideia de como esse tipo de coisa ser classificada pertencente a um gênero específico é realmente problemática, mas isso não ajudará os garotos que que querem ler os livros.

3) Quando esses livros foram pensados por mim, não havia ainda um conceito que os Shadowhunters seria na verdade um monólito da junção de 5 séries que se passariam em épocas e gêneros diferentes. TID parece muito diferente de TMI e nós sempre tivemos problemas com leitores que não entendiam que eram séries relacionadas. Meu editor, livrarias, bibliotecas e professores queriam capas que refletissem que todos esses livros são relacionados. É por isso que está escrito 'A Shadowhunters novel' (Um livro dos Shadowhunters)."

4) Eu queria Isabelle e Alec nas capas.

- Cassandra Clare em seu tumblr, http://cassandraclare.tumblr.com/

Ilustração da espinha da coleção junta.
Estou querendo comprar essa nova coleção, mas dessa a vez a versão em inglês, para reler no formato original. Do universo Shadowhunter, já está publicado no Brasil também As Crônicas de Bane, contos sobre o mago icônico Magnus Banes, passando por várias eras, o guia do universo, o O Códex dos Caçadores das Sombras, a coletânea de autores diversos convidados pela autora, a "Shadowhunters and Downworlders", outra coletânea, sobre a Academia para Caçadores da cidade de Idris, a "Shadowhunters's Academy Tales" em breve completo.

Você pode dar uma olhada na resenha que fiz de "Magisterium", o outro projeto da autora em conjunto com a autora Holly Black, o infanto-juvenil "Desafio de Ferro": confira.


Olá!
Fãs de livros com suspense, aventura, ciência e embate de ideologias, se aproximem: venham dar uma conferida na resenha de Fortaleza Digital!










Na era da tecnologia, o mundo se tornou menor. A distância da comunicação se resume a um clique. Com um seriado de números, bombas podem ser detonadas. Governos desmascarados. Multinacionais levadas à decadência na Bolsa de Valores. E por isso, nações investem milhões para proteger seus segredos. Criado pela agência NSA (Agência de Segurança Nacional), o supercomputador TRANSLTR,  é o responsável por decodificar diariamente milhares de códigos de potenciais inimigos do país - na maior parte das vezes. Nenhum código já formulado podia detê-lo, até que uma ameaça, vinda de um dos engenheiros originais da peça, agora jurado de vingança contra agência, penetra o sistema e pode significar um vazamento de informações em escala global. Então, tendo que interromper os planos com o noivo, Susan Fletcher, uma das mais competentes criptógrafas do país, é chamada para apaziguar a situação antes que seja tarde demais.

Informações:
ISBN: 9788575421611 | Publicado originalmente em: 1998| Páginas: 336 | Editora: Sextante | Título original: Digital Fortresss 



Um governo que espiona. Espiona seus inimigos; espiona seus aliados; e espiona, por mais chocante que pareça, seus próprios cidadãos. Isso não é nenhuma novidade, na verdade; espionagem sempre existiu. Pergunte à Inquisição. O que mudou foi o modo de executá-la. A tecnologia se desenvolveu e criou atalhos - e se preferir, links. Corredores, em prédios ocultos, repletos de computadores de última geração, protegendo preciosos bancos de dados, guardando desde a identidade secreta de espiões espalhados pelo globo até o código de ativação de mísseis.

Quando se pensa na trama de Fortaleza Digital, é impossível não lembrar do caso de Edward Snowden, o ex-funcionário da NSA que trouxe à tona para o público a existência de programas de vigilância global - com o Brasil na lista, inclusive -, levando-o a ser exilado e receber diversas ameaças de morte.  Mas aí que está o curioso da associação: o caso de Snowden aconteceu em 2013. Dan Brown publicou Fortaleza Digital em 1998.

Teria então Dan Brown feito, despropositadamente (ou não), de certa forma uma previsão de um dos efeitos do avanço da tecnologia - com assim, da espionagem - na sociedade?


Questionamentos à parte, voltemos então para a trama em si.

No livro de estreia do autor best-seller, Dan Brown, diferente da maioria dos seus livros, não acompanhamos o famoso professor de Simbologia Robert Lagdon e sim Susan Fletcher. Uma mulher altamente profissional e capacitada, considerada pelo seu chefe, Strathmore, uma das peças mais importantes na equipe de criptógrafos da NSA, todos, por regra, filtrados minuciosamente desde a faculdade para o ofício. Igualmente contente com sua vida pessoal, Susan preparava-se para uma viagem com o noivo, o professor linguístico David Becker, até que ambos são obrigados a adiá-la para atender à chamadas urgentes do trabalho, não tão distintas assim.

Quase ao mesmo tempo em que a criptógrafa foi convocada à comparecer na sede da NSA para desvendar um misterioso algoritmo que estava fazendo o supercomputador TRANSLTR, tentava decodificar sem sucesso há mais de 15 horas, David desembarcava na Sevilla, na Espanha, quando, segundo ao que dissera à noiva, deveria estar no Departamento de Línguas Modernas da Universidade Georgetown. Proibido de contar o verdade à Susan, o professor havia aceitado participar de uma missão de busca, à pedido do chefe dela, à chave que desbloquearia o algoritmo.

Acontece que a chave para o algoritmo, uma pequena sequência numeral, estava gravada no anel de Ensei Tankado, cuja a morte causara o início de todo aquela alvoroço. 

Filho de uma sobrevivente do ataque nuclear à Hiroshima, sofreu deformações em todo corpo ainda na barriga da mãe - que falece durante o parto - em consequência à radioatividade a que foi exposto, fazendo com que desenvolvesse por isso profundos ressentimentos sobre o governo estadunidense. Anos depois, tendo se tornado um criptógrafo excepcional e em paz consigo mesmo, o rancor não estava mais tão intenso quanto antes; aceitou um emprego na NSA, depois de muita insistência da agência, que buscava manter junto à si todos os melhores criptógrafos do mundo. Não durou muito para que essa breve confiança fosse destruída quando Tankado descobre para que fins se destina um dos seus projetos para a agência, o TRANSLTR; à quebra total da privacidade. Isto mesmo para aqueles que não oferecessem nenhum tipo de provável ameaça ao país, ou seja, apenas civis. Inconformado, ameaça tornar a descoberta pública, mas é barrado por uma série de acusações que a NSA espalha para tirar sua credibilidade.

Prepara então um plano: ou a NSA admitiria oficialmente a existência do TRANSLTR ou ele iria liberar na rede para download gratuito seu mais novo programa de encriptação, o Fortaleza Digital, e dar à qualquer um com o mínimo de conhecimento informático a possibilidade de desviar-se das investidas da agência. Sendo assim não demora-se a surgir pessoas interessadas nessa tecnologia; desde políticos até empresários e terroristas. No sol quente de Sevilla, Ensei Tankado é friamente assassinado, mas ainda, astutamente, consegue impedir num último esforço que a chave do Fortaleza Digital caísse nas mãos erradas.  

E começa-se uma corrida desesperada em busca de uma das armas mais perigosas já criadas na era da comunicação.
Com um tema atual e muito relevante, o autor moldou seu livro sob a mesma base que mais tarde usaria em praticamente todas as suas obras. Há uma fórmula na qual ele se agarra? Sim, é perceptível. Temos cenas de perseguição, carregadas de adrenalina, líderes de moral ambígua e obcecada, personagens indefiníveis - de que lado estavam, afinal? - e um romance de fundo minimizado, não tomando o espaço total do espetáculo mas sendo de suma importância para o final.

São as nuances, as diferenças temáticas de um livro para outro, e a pesquisa intensa verificada em cada um deles, pela riqueza de informações, que tornam, pelo menos para mim, uma leitura agradável com uma grande carga de aprendizado. Se em "Inferno" aprendemos mais sobre Dante, o Renascimento e superpopulação, e em "Anjos e Demônios" sobre descobertas extraordinárias da física quântica e a organização política do Vaticano, em "Fortaleza Digital" nos ousamos a nos questionar sobre as consequências do acesso, sem limites, à informações em escala macro e micro.

Dan Brown posiciona com precisão, em terceira pessoa, a perspectiva de Susan. Muitos autores e autoras encontram muitas vezes dificuldade em colocar-se sob o ponto de vista de um personagem do sexo oposto de forma que se torne convencível, mas para Dan Brown, pelo menos em "Fortaleza Digital", soou-me ter sido uma tarefa alcançada. Constrói uma personagem feminina forte e verossímil - dando a ela a voz merecida, como uma das profissionais mais requisitadas da agência. Podemos dividir a narrativa adotada no livro sob dois pontos de vistas principais: a de Susan, na NSA, cercada por um clima de urgência e desconfiança, presa numa guerra de intelectos entre ela e o legado deixado por Tankado e a de David, na Espanha, numa busca recheada de ação, o tempo inteiro, e reviravoltas a cada capítulo. O medo sobre o destino destes personagens é uma presença constante e a cada capítulo, nos frustramos ou comemoramos com eles.

Personagens que também ganham, em determinados momentos, um bom destaque, são Strathmore, o perfeccionista comandante da equipe de criptografia; Midge, funcionária de alto-escalão da organização, outra personagem feminina bem representada, ainda que brevemente, mas de papel ímpar para o desenvolvimento da história; Greg Hale, um perspicaz criptógrafo que logo levanta suspeitas devido à sua índole duvidosa e seu histórico de atividades ilegais; entre outros.


"- Quis custodiet ipsos custodes?

Susan olhou para ele, sem entender.

- Latim. Das Sátiras, de Juvenal. Significa 'Quem guardará os guardiões?'.

- Não entendo. Como assim "guardar os guardiões"?
- Sim. Se nós agimos como guardiões da sociedade, então quem irá nos vigiar para ter certeza que não somos perigosos?"
Pág 106, "Fortaleza Digital".


Aspectos matemáticos e linguísticos são abordados naturalmente, de forma que fortalecem mais o realismo dentro da obra. Há termos que só poderiam soar imediatamente reconhecíveis à, de fato, criptógrafos, mas quanto à isso Dan Brown preenche as lacunas oferecendo explicações sobre cada uma delas e a forma em que é executada. Muitas curiosidades históricas também se encaixam, mais para o começo do livro, nessa montagem de explicações ao leitor.

Tendo eu lido mais outros dois livros dele, dois mais recentes, a diferença entre eles e seu livro de estreia é impossível de igniorar. Apesar de que a fórmula básica de suas histórias não ter mudado muito, sem dúvida ele aperfeiçoou a caracterização dos seus moldes, tornando-os mais complexos e fechando ciclos. Um, por exemplo, que nesse livro poderia ter sido ou descartado, ou trabalhado com mais profundidade, foi a participação do empresário Tokugen Numataka no enredo, que prometia, desde sua primeira aparição, algum tipo de envolvimento maior no plot principal ou em alguma reviravolta, ao final de tudo pareceu mais como um apoio decorativo para sustentar um peso emocional de um dos personagens (não citarei qual).

No final das contas, não é o melhor livro já produzido pelo autor, mas é um que eu não me arrependo de ter em minha estante; ensinou-me uma lição. Uma lição sobre o valor dos segredos, o valor da segurança e, sobretudo, o valor da verdade.