Seu titulo original é "Confessions of a Sophaholic", filme estreado em 2009, pelo que lembro fez muito sucesso na época, e eu quis ver mas quando realmente fui descobri que não estava mais no cinema.


Agora anos depois surgiu um projeto sobre consumismo, e a primeira coisa que pensei para entender essa perspectiva foi ver o filme.
Baseado na série de livros "Sophaholic" da escritora britânica Sophie Kinsella.Direção: P.J Hogan.Elenco: Isla Fisher, Hugh Dancy, Krysten Ritter, John Goodman, Joan Cusack.

Rebecca Bloomwood (interpretada por Isla Fisher) é filha um casal de "mãos-de-vaca" ou "pão-duros" que economizam cada centavo que podem, por isso desde criança Becky sonha em se "libertar" e pode comprar o que desejasse, sem economizar com o "cartão-mágico" (também conhecido como cartão de crédito).

Anos mais tarde ela se torna uma jornalista em busca de uma nova carreira na revista de moda que ama desde da adolescência, mas há um obstaculo em seu caminho; suas dívidas.Acontece que a pequena garotinha cresceu e usou o "cartão-mágico" demais até que a conta estourasse, tornando-se uma compradora compulsiva.Perdendo a oportunidade de ganhar o emprego, ela agarra a chance de entrar pelo menos na mesma editora que publica a revista, mas com um detalhe - numa revista sobre FINANÇAS (ah grande ironia).

Nessa revista ela conhece o Luke Brandon (interpretado por Hugh Dancy), o editor da revista, um expert em finanças que quer inovar a revista, e vê em Becky potencial para se criar uma nova coluna na revista.Assim surge a coluna "A Garota da Echarpe Verde", onde Becky tem a missão de dizer de modo acessível e interessante para pessoas que não entendem muito de finanças - como ela mesma - como evitar armadilhas do consumo e a tentação do cartão de crédito (ironia denovo).

Só que a situação começa a se complicar quando ela percebe que, afogada em dividas, tem um prazo curtíssimo para pagar o que deve, o que seria mais de 16 mil dólares. 

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O filme cumpre seu papel tanto como comédia e como um certo alerta - ao mundo atraente e "perigoso" das compras e dividas.

Em tempos como esse, de propagandas excessivas, lojas extravagantes com seus truques para chamar a atenção do consumidor (bem sucedida aliás) e aquele novo costume que se finge invisível do "há um novo, o velho já não serve", é necessário ter histórias como essa sendo contadas, histórias que eu tenho certeza, são cada dia mais recorrentes.

Becky Bloom é o oposto da colunista que representa em "A Garota da Echarpe Verde".Enquanto a colunista diz que "aquela bota da nova coleção não vale tanto a pena quanto uma conta com as dividas quitadas", Becky sai pelas ruas de Nova York atrás de liquidações e sendo facilmente levada por impulsos a comprar, mesmo que ciente da sua situação financeira.

É aquele velho "compre e se sentirá melhor".A personagem principal da trama é um reflexo da mulher ou homem dos dias de hoje, que comprar o que não é realmente necessário (mesmo que no momento pareça ser) é uma desculpa para aumentar a autoestima e se sentir melhor com si mesmo.

Becky chega aos limites disso a ponto de ter de fugir do cobrador e inventar desculpas para adiar o inevitável e ter ilusões em que os manequins da loja a chamam para experimentar roupas novas.

Sobre o elenco, gostei muito.Já tinha assistido muitos filmes com Isla Fisher antes (Muppets, Quatro Amigas e Um Casamento, Três Vezes Amor, Encantada e quero muito ver Trapaça), e sempre a achei muito talentosa.Hugh Dancy por outro lado nunca tinha visto, mas ao longo do filme prova ser mais que um rostinho bonito (e que rostinho, hein).Krysten Ritter sempre achei muito engraçada, apesar de nesse filme eu ter achado que não foi sua melhor interpretação, ainda sinto falta da série que ela participou porém foi cancelada, "Don't Trust the B---- in Apartment 23".Joan Cusack e John Goodman fazem os papeis de pais "mão-de-vaca", apesar de terem papel bem secundário no filme os acho atores incríveis e hilários.

Na questão de moda, algo muito (principalmente) abordado no filme, foram grande os momentos para mim de highers and lows.Em alguns momentos, sim, gostei muito das roupas de Becky e dos "icons fashion" dentro do filme, em outros senti um exagero que pelo menos a mim me incomodou, como grandes casacos de pele (credo, simplesmente), mangas bufantes e cores fora de contexto.Mas isso ajuda a lembrar de algo; mesmo eu achando a moda algo glorioso, no final são apenas roupas, não felicidade, o que eu acho que é a grande mensagem da história.

Enfim, gostei do filme e daria nota 7.5 para ele em geral, apesar de como comédia daria 8.7, e recomendo para quem quiser passar um tempo assistindo um filme divertido ou para aquela pessoa que também precisa abrir os olhos para os perigos do mundo do consumismo.


Um Comentário

  1. Já assisti este filme várias vezes e particularmente gosto bastante. É um filme diferente, que é difícil de ser classificado, mas ele faz crítica á milhares de coisas se você for ver: ás roupas (algo já comentado), e a beleza, além de algumas outras coisas que agora não vou conseguir me lembrar no filme, haha. Beijos!

    http://palavras-digitadas.blogspot.com.br/

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