Sexo, drogas e country?...


Nashville é uma cidade do estado do Tenessee, na parte leste dos EUA, conhecida por sua arquitetura clássica, bom ensino, mas acima de tudo (e principalmente) por ser considerado a cidade da música country, uma  das indústrias musicais mais sólidas existentes.

A série(criada por Callie Khouri e RJ Cutler), batizada com o nome da própria cidade em questão, gira em torno desta cidade, dos acontecimentos dos moradores dela, focando na rivalidade entre Rayna James, (interpretada por Connie Britton conhecida por American Horror Story)a considerada rainha do country e Juliette Barnes (interpretada por Hayden Penettiere, conhecida por Heroes), a jovem nova estrela da gravadora,e daqueles que almejam alcançar a fama musical assim como elas.

Hoje terminei a 1° temporada dessa série e vou dividir com vocês minha opinião e minhas impressões sobre todo desenvolvimento da série



Devo admitir; nunca fui fã da música country.
A verdade é que, poucas foram as vezes que tive até hoje na vida contato com esse tipo de música.Estas poucas vezes foram por causa de "Hannah Montana" (Miley e familia country music dela) e alguns cantores que ficam exatamente na linha de divisão na dúvida entre pop e country (Lady Antebellum, Taylor Swifit?...).

Uma vez até, numa conversa com amigas, chegamos á conclusão que era um tipo de "sertanejo" americano (não querendo indicar nenhuma ligação, só em comparação mesmo), mas a verdade é que as únicas coisas parecidas são as referências á vida no campo e fazendas, fora isso, o ritmo é TOTALMENTE diferente (um bom momento para pedir desculpas aos fãs desses gêneros pelas conclusões erradas, sorry).

Enfim, pôde  se entender que antes de ver a série eu não entendia NADA sobre country.
Mas ao final dela cheguei as seguintes conclusões:
- A indústria do country nos EUA é muitoooo  poderosa e faz milhões com vendas de músicas
- O ritmo é parecido, mas toda música country não é a mesma coisa (o que me soava antes quando ouvia músicas country).
- Como na música em geral, o tema mais cantando é sobre o amor, e nisso esse gênero têm bastante talento.
- E descobri, que gostava de algumas músicas country ao final de tudo, não é todo "ruim".Algumas são bem relaxantes e outras empolgantes, a que mais gostei foi "Wrong Song", cantada pelas duas protagonistas.


Sobre a trama, tudo se passa num ritmo enérgico (acho que essa foi exatamente a ideia, mostrar a velocidade no music bussiness).Uma coisa que eu não imaginava no começo é que a série fosse ter e manter tantos núcleos, quando no primeiro episódio era completamente centrado em torno de Rayna e Juliette, mas logo foram surgindo diversos outras histórias incorporadas á principal (a de Scarlett, Coleman, Deacon, Gunnar e outros), mas todos de algum jeito ligados á uma das protagonistas (ou as duas).

Algumas vezes admito, a série ganhava um tom "novela", meio previsível, pelos mesmos motivos citados acima (fiz muitas vezes aquela brincadeira de adivinhar o que o personagem ia dizer e acertei MUITAS), e, mas felizmente não chega á tanto e recupera o bom ritmo com sacadas mais surpreendentes ao longo dos episódios.
Ganha também um tom de drama familiar; as duas protagonistas tem que, além de encarar os problemas na carreira musical, os conflitos com suas próprias famílias e amigos.

Rayna, além ter que procurar uma forma de não ser "ofuscada" e colocada como segundo plano pela gravadora em relação á Juliette, vive difíceis momentos com a família, quando o pai (com quem ela não tem um relacionamento muito agradável) quer que seu marido se torne prefeito da cidade.
Juliette enfrenta outra situação; vivendo o melhor momento da carreira dela (mas ao mesmo tempo tentando se livrar da imagem de "teenage pop star"), descobre que a mãe dela, uma mulher viciada em drogas que cuidou mal dela numa infância difícil, está a sua procura dela e ameaça sua imagem pública.

Apesar da briga de cão e gato das protagonistas, tanto por música, tanto pelo guitarrista Deacon (um ex-alcoólatra que foi apaixonada por Rayna por 20 anos na carreira juntos e por quem Juliette faria de tudo para colocar na própria turnê), não fica entendiante.Aliás, esta foi uma série que conseguiu me empolgar o suficiente para assistir um episódio atrás do outro.
Fora as duas, vemos também um quadro politico se entrelaçando a história, com o pai de Rayna e o marido usando todo tipo de artificio politico para ganhar o cargo de prefeito (não chega a ser um House Of Cards do genêro, mas é bem interessante) e as tentativas de aspirantes á música para conseguir reconhecimento, que aliás produz um "extra" no drama que preenche muitas lacunas quando os núcleos de Rayna e Juliette não produzem muito efeito.
Outra coisa é que a quantidade de personagens extras, recorrentes, é enorme, então você no começo fica muito em dúvida quem é do elenco fixo e quem é ator convidado.

Entre estes "aspirantes", já comentando sobre o elenco, os que mais conseguiram na minha opinião se destacar foram Scarlett O'Connor, interpretada por Clare Bowen, com sua linda voz junto com Gunnar, interpretado por Sam Palladio, formam uma bela dupla musical,  que promete muito ao longo de toda a temporada.Nesse grupo ao fim da temporada, surge um personagem (e ator), interpretado por Chris Carmack que dá uma outra profundidade á série, adorei ele muito! Fora esses, há também as atrizes que interpretam as filhas de Rayna que fazem num episódio um cover muito fofo de "Ho Hey", do The Lumineers.

Nas protagonistas acredito que as duas deram um show (trocadilho besta), as vezes variando com altos de baixos nas interpretações, mas muito profissionais.Conseguiram dar ás personagens aquele tom "humano", que faz com que o telespectador realmente se importe com o que acontecerá nos próximos episódios.Uma grande surpresa para mim também foi descobrir que essas atrizes cantavam, sendo que nas outras séries em quais as vi elas ficavam meio apagadinhas em meio ao elenco, talvez por nos seus outros trabalhos terem interpretado personagens de personalidade fraca, totalmente o inverso que em Nashville.

Os outros atores não conseguiram me impressionar muito, mas não é que sejam ruins, só não se destacaram muito, apesar da série ter dado espaço para todos os personagens.



É uma série com muita música, mas para minha felicidade não é algo em que saem cantando do nada, como em um musical, o que as vezes me irritava muito quando assistia Glee.Gostei, e indico aos fãs de histórias envolvendo intrigas familiares, conflitos da fama e música.

O que acharam? Alguém já assistiu? Comentem sua opinião sobre a série :)






2 Comentários

  1. Cara, confesso a vc que nunca tive vontade de ver Nashville ate agora! Adorei e acho q vou ver sim! Seguindo! Beijos!

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  2. todos falam pra mim que é mto bom mas nunca assisti, tenho mta vontade, parabens pelo blog, beijoos lindona www.kanandamv.com

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