Olá,
Lembram-se daquela postagem que fiz, comentando sobre as capas alternativas que a Leya preparou para As Crônicas de Gelo e Fogo ? Bom, outra série de livros que gosto bastante também recebeu uma repaginada... E foram os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, as duas séries já publicadas do universo Shadowhunter.

Ambas as capas são trabalhos do designer  Russel Gordon e do ilustrador Cliff Neilsen. No final da postagem há uma resposta da autora para algumas perguntas feitas em seu twitter sobre as novas capas, entre elas as motivações para a mudança - como a nova adaptação, seriado de televisão, vindo aí; os pedidos de leitores que se sintam desconfortáveis com as antigas; o desejo de colocar em foco outros personagens nas capas. Sabe-se que a capa não é o elemento principal de um livro: sua qualidade vem de seu conteúdo. Mas não há como negar que a capa representa sim um aspecto importante no mercado editorial (veja a entrevista que fiz com a capisa Marina Ávila aqui) e também para o leitor. Quem nega que quando vem uma nova edição, revisada, com nova diagramação e uma capa que representa com excelência a essência de um livro que gostamos muito, sentimos vontade de tê-la? Ou quando nos deparamos com um nunca visto antes na livraria, ele pode capturar sua atenção pela modo que se apresenta, através da capa, sinopse e título, os três elementos que funcionam como "cartão de entrada" para um livro.


Sobre as capas de Os Instrumentos Mortais...
Não dá para conter elogios sobre esse novo visual das capas!
Eu já gostava das capas antigas - por elas, aliás, que fui conhecer os livros - mas sempre senti que elas não conseguiam expressar por completo a linha do livro. Não traziam o espírito de aventura, de ação, adrenalina e claro, muita fantasia contida nele. Resumia-se muito no tom "romance sobrenatural" e quem leu sabe: esse não é o foco da história. A história não é sobre Clary e Jace - emboras eles ganham muito destaque, como protagonistas -, é sobre os Shadowhunters e toda a história que os envolve, cheia de humor e encanto promovidos pela autora.  e Essa é uma confusão constante que a capa causava, para quem pegava pelas primeiras impressões, e afastava muitos leitores.

E se você começou o primeiro, e não teve muito ânimo para continuar, digo que persista; o primeiro livro o livro de estreia da autora, e como quase sempre é no início, há falhas que só a experiência vai melhorando. Vemos isso ao longo dos volumes: não só o enredo se desenvolve com esplendor, mas como toda a técnica da autora. Então dê uma chance: é um fantasy young-adult de ótima qualidade, mesmo.

Outro ponto, até mencionado pela autora, era a falta de Alec e Isabelle, dois personagens-chave para a história, nas capas, considerando que personagens como Clary já haviam aparecido mais de uma vez, sem necessidade.
Os design também recebeu um tratamento muito mais atualizado e detalhado: nota-se isso desde dos símbolos dos caçadores no fundo, sutis. Cada capa traz um personagem entre alguns dos principais em enfoque, em posições e ações trazidos do livro, por exemplo, Izzy com sua arma principal, seu chicote e Clary com sua estela.

Uma mudança  mais que necessária, agora que, completados mais de 7 anos de publicação (o primeiro livro foi lançado em 2007). A primeira série foi completa; a segunda, também já publicada, e as outras duas finais, no mesmo universo serão também - The Dark Artificies, pós-eventos desenrolados nos Instrumentos Mortais e The Last Hours, no início do século 20, com os Shadowhunters se estabelecendo nos EUA. Depois veio o filme, que, apesar de contar com um elenco de excelente qualidade, assim como a equipe de efeitos e trilha sonora, não vingou pelo roteiro e direção, muito distantes da obra (não foi uma boa adaptação). Por fim, depois de algum tempo de silêncio sobre o estúdio entorno da situação dos direitos autorais de adaptação, foi-se anunciado que uma nova seria feita, dessa vez por outra equipe, em formato de série de televisão - possibilitando que explorem todos os aspectos da história e do universo Shadowhunter e quem sabe, se aprofundem mais ainda. A previsão é que a primeira temporada, que já está sendo filmada, saía em janeiro/fevereiro de 2016, com o canal ABC Family já confirmado como emissor. Portanto nas capas também haverá um selo, ajudando na divulgação do novo seriado.

Eu indico esse site como fonte para mais informações: o portal Idris Brasil.

Para quem está em dúvida sobre qual é o personagem representado em cada capa, confira a lista:
- Cidade dos Ossos: Jace
- Cidade das Cinzas: Clary
- Cidade de Vidro: Simon
- Cidade dos Anjos Caídos: Isabelle
- Cidade das Almas Perdidas: Alec
- Cidade do Fogo Celestial: Sebastian

*Na imagem das capas antigas, falta a de Cidade do Fogo Celestial.

Quando as novas capas serão publicadas no Brasil?

A editora Record, que publica os livros da série, deu a seguinte resposta na época em que as novas capas foram anunciadas oficialmente nos EUA:
Depois, no Mochilão da Record aqui em Salvador, perguntei-os sobre isso e eles anunciaram que iriam, de fato, publicar as novas capas, mas primeiro iriam esperar que o estoque atual das antigas se esgotasse nas lojas, para não atrapalhar o fluxo de vendas - já que, com novas edições, há sempre um alvoroço para conseguir as novas versões em detrimentos às antigas.


Sobre as capas de As Peças Infernais...
Essas são um caso especial: achei-as igualmente bonitas. Porque, vamos combinar: as capas das Peças Infernais sempre tiveram uma estética melhor que a de Instrumentos Mortais, até pelo ponto, como comentado pela Cassandra, de terem sido publicados depois, portanto receberam já técnicas mais avançadas de design na sua composição.

A caracterização dos personagens também, embora que haja diferença no modo que são representados; a nova ilustração de Will conseguiu, para mim, expressar melhor sua essência - um anti-herói e guerreiro corajoso, mas hesitante - , quando a primeira era fiel à sua descrição, mas não trazia à tona imediatamente a memória ao personagem. Já a de Jem, encontra-se em equidade com a anterior; embora eu goste mais da imagem da estética do visual antigo, a nova traz mais da personalidade dele, debruçado sobre seu violino, emocionando-se com a música, numa expressão melancólica. A de Princesa Mecânica, o livro final, com Tessa ilustrando a capa, foi a que teve para mim a única perda; mesmo que a nova aparência da capa seja lindíssima, o jeito que a protagonista foi representada, com o rosto voltado para baixo, a mão tocando o ombro, não é tão intensa quanto a anterior, se torna mais generalizada. A capa antiga trazia uma Tessa confiante de sua força, agora totalmente revelada no terceiro livro, com o queixo voltado para cima, com um livro em seus braços (seu hobby favorito e, simbolicamente, representando sua fonte de conhecimento e personalidade racional), observando o espectador. Uma característica que Cassandra denota nos livros dela, a força de suas protagonistas femininas no meio que atuam.

A ordem de personagens na capa é a mesma que a dos livros anteriores:
- Anjo Mecânico: Will
- Príncipe Mecânico: Jem
- Princesa Mecânica: Tessa

Quando as novas capas serão publicadas no Brasil?

Não se tem previsão, mas será possivelmente na mesma época ou um pouco depois da publicação das novas capas dos

Resposta da autora sobre a mudança dos livros:
"Por que você está mudando as capas de TID e TMI? — laylakae

Essa decisão não foi minha, pelo menos não apenas minha. E aqui vão alguns motivos por trás disso:

1) Capas, como tudo na vida, está sujeita a mudanças de gostos. As capas de CoB e CoA foram criadas há dez anos atrás. O corte de cabeça parecem antigos agora e até mesmo a edição de fotografia também está mais avançada.

2) Nós queríamos capas mais "neutras de gênero". Sempre tive muitas reclamações leitores do sexo masculino que diziam que eles não poderiam levar as capas de CoB e CoLS por aí. E sim, podemos discorrer sobre como isso é bobagem, e toda essa ideia de como esse tipo de coisa ser classificada pertencente a um gênero específico é realmente problemática, mas isso não ajudará os garotos que que querem ler os livros.

3) Quando esses livros foram pensados por mim, não havia ainda um conceito que os Shadowhunters seria na verdade um monólito da junção de 5 séries que se passariam em épocas e gêneros diferentes. TID parece muito diferente de TMI e nós sempre tivemos problemas com leitores que não entendiam que eram séries relacionadas. Meu editor, livrarias, bibliotecas e professores queriam capas que refletissem que todos esses livros são relacionados. É por isso que está escrito 'A Shadowhunters novel' (Um livro dos Shadowhunters)."

4) Eu queria Isabelle e Alec nas capas.

- Cassandra Clare em seu tumblr, http://cassandraclare.tumblr.com/

Ilustração da espinha da coleção junta.
Estou querendo comprar essa nova coleção, mas dessa a vez a versão em inglês, para reler no formato original. Do universo Shadowhunter, já está publicado no Brasil também As Crônicas de Bane, contos sobre o mago icônico Magnus Banes, passando por várias eras, o guia do universo, o O Códex dos Caçadores das Sombras, a coletânea de autores diversos convidados pela autora, a "Shadowhunters and Downworlders", outra coletânea, sobre a Academia para Caçadores da cidade de Idris, a "Shadowhunters's Academy Tales" em breve completo.

Você pode dar uma olhada na resenha que fiz de "Magisterium", o outro projeto da autora em conjunto com a autora Holly Black, o infanto-juvenil "Desafio de Ferro": confira.


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